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Julia Marapara

Arumã e Tucum, Memórias Vivas: Saberes e Fazeres Ancestrais do Povo Kokama e Kaixana

Projeto: Arumã e Tucum, Memórias Vivas

Saberes e Fazeres Ancestrais do Povo Kokama e Kaixana (Edital 13/2024)

O Instituto Marapara apresenta o relatório do Projeto Julia, rrealizado por meio do Edital de Chamamento Público nº 13/2024 – Lei Aldir Blanc com apoio do Fundo Estadual de Cultura, Conselho Estadual de Cultura do Amazonas, Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, Sistema Nacional de Cultura, Ministério da Cultura do Governo Federal. Intitulado “Arumã e Tucum, Memórias Vivas: Saberes e Fazeres Ancestrais do Povo Kokama e Kaixana”. A ação foi executada com excelência técnica, ampla participação comunitária e resultados concretos no campo cultural, social e econômico.

Abertura do Projeto Julia
Abertura oficial e integração entre os povos Kokama e Kaixana.

Foram realizadas 72 horas de oficinas presenciais, distribuídas em 9 dias de formação intensiva, contemplando 30 indígenas de diferentes idades e gêneros. A metodologia integrou teoria e prática, iniciando pela coleta e extração sustentável das fibras naturais de arumã e tucum, passando pelo preparo, beneficiamento, tingimento natural e técnicas tradicionais de trançado, até a finalização das peças.

Extração de fibras
Processo de tingimento

O processo respeitou os ciclos da natureza e valorizou os conhecimentos transmitidos pelos mais velhos, garantindo fidelidade às práticas ancestrais. O ambiente formativo foi marcado pela troca intergeracional, fortalecimento da identidade cultural e resgate de memórias coletivas. Jovens aprenderam diretamente com artesãos experientes, consolidando a continuidade dos saberes tradicionais. Ao final do ciclo formativo, foram produzidas mais de 20 peças artesanais, entre chapéus, bolsas, cestos e adornos.

Peças artesanais finalizadas
Exposição das peças produzidas durante as oficinas.

Os impactos foram amplos e mensuráveis. No campo cultural, houve fortalecimento da autoestima coletiva e valorização do artesanato como patrimônio imaterial. No campo social, o projeto promoveu inclusão produtiva, participação ativa de mulheres e jovens e fortalecimento dos vínculos comunitários. No campo econômico, observou-se ampliação da capacidade produtiva local e geração de renda complementar, contribuindo para o aquecimento da economia comunitária de forma sustentável.

Participação feminina

A iniciativa também ampliou a visibilidade do artesanato indígena como expressão legítima da economia criativa. “Arumã e Tucum, Memórias Vivas” reafirma que cultura é desenvolvimento. A experiência demonstrou que preservar saberes ancestrais não é apenas um ato simbólico, mas uma estratégia concreta de fortalecimento territorial, geração de renda e construção de futuro.

Instituto Marapara

Compromisso com a valorização das culturas indígenas e a sustentabilidade socioambiental.